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As zonas turísticas de Innovatur falam (I)

Embora o Cabildo de Tenerife seja líder, Turismo de Tenerife e as Câmaras do Comércio da Madeira e Angra do Heroísmo, nos Açores, são os parceiros de INNOVATUR; as zonas turísticas onde é aplicado este projeto de renovação comercial e de alojamento são as grandes protagonistas. Convidamo-lo a conhecer duas delas, Puerto de la Cruz e Los Cristianos, através dos seus respetivos conselheiros de Turismo, Dimple Melwani e David Pérez.

 

 

Por que acha que o núcleo turístico que representa foi selecionado como uma das zonas para desenvolver INNOVATUR?

Dimple Melwani (D.M.): Puerto de la Cruz é um destino turístico, o primeiro nas Canárias, que está em plena fase de renovação e reposicionamento, pelo que faz sentido. Há alguns anos que já trabalha através do Consórcio de Reabilitação Urbanística e em colaboração com o setor privado, por isso que é o município perfeito para implementar um projeto europeu como INNOVATUR.

David Pérez (D.P.): Playa de Los Cristianos é um local importante dentro do que é o conjunto insular, é a primeira referência comercial do sul de Tenerife e é notório que precisa de inovação para recuperar esse esplendor comercial que teve outrora. Tem todos os ingredientes para consegui-lo, tem um fluxo muito grande de visitantes e cumpre todas as expectativas para recuperar essa competitividade comercial.

“É necessário satisfazer as novas gerações, cujos gostos e necessidades diferem muito das de há uma década”, D.P.

Quais são as necessidades dos hotéis e espaços comerciais presentes nestes núcleos em torno da inovação turística?

D.M.: Em termos de hotéis estamos bem encaminhados, mas ainda há alguns que não estão incorporados nestes planos de melhoria e é necessário impulsioná-los com projetos inovadores como, por exemplo, os realizados por Nosolacamas. A nível comercial, a renovação tem de ser ainda maior. Estamos a observar algumas mudanças no destino turístico, porque chegou uma oferta de produtos mais variada, mas ainda há muito a fazer em relação à imagem do comércio, que tem de estar mais unificada; e também no que diz respeito à exposição e variedade do produto. É importante valorizarmos o local, porque quando um turista viaja quer levar algo típico do local que visita e, por isso, temos de ter ambas as ofertas no destino: produto internacional e produto local.

D.P.: É necessário satisfazer as novas gerações, cujos gostos e necessidades diferem muito das de há uma década. Neste sentido, é preciso fazer um esforço para estar à altura e continuar a ser competitivo.

“O nosso objetivo é atrair o turismo de qualidade, um turista que gasta no destino, que desfruta dos diferentes serviços e valores acrescentados que podem ser oferecidos”, D.M.

Como define o turista que pretendem atrair neste processo de renovação?

D.M.: Enquanto o processo de renovação e reposicionamento em que estamos imersos continua, o nosso objetivo é atrair o turismo de qualidade, um turista que gasta no destino, que desfruta dos diferentes serviços e valores acrescentados que podem ser oferecidos. Para isso, é necessário ter uma estratégia de promoção adequada, porque durante muitos anos Puerto de la Cruz estava posicionado como um destino de sol e praia e, efetivamente, tem um clima excecional, mas o nosso potencial é o turismo ativo, a gastronomia, e a cultura e tradições.

D.P.: Basicamente, estamos muito interessados em perfis dos 25 aos 50 anos, solteiros ou casados, sem filhos (caso contrário estaríamos a falar de turismo familiar), que tenham interesse em eventos culturais, desportivos, sociais de qualquer índole, e também ambiental. Falamos da Europa, sobretudo, onde existem países com jovens que se emancipam muito antes do que em Espanha, como é o caso dos nórdicos, por exemplo, que têm um poder de aquisição superior ao que estamos habituados. Para nós, é um desafio conseguir atraí-los. É o público que nos interesse, porque é o público mais consumista. Também não nos podemos esquecer de nichos que são muito importantes para nós, como o caso do turismo inclusivo, que está comprovado que gasta três vezes mais do que o turismo convencional.

 

 

Se achou o artigo interessante, no próximo post vamos continuar a conversar com os conselheiros de Turismo para explicar os planos de modernização pretendidos por cada zona e como INNOVATUR pode ajudar as empresas nesses destinos a obtê-las.

E se seu hotel ou empresa comercial está em Funchal ou ilha Terceira e você querem ter a oportunidade para o acrescentar a este projeto de reactivación turístico, inscreva-se na assistência gratuita de especialistas oferecida por INNOVATUR.

 

 

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