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As redes sociais não tiram férias

Se há uma palavra associada às férias essa é, por antonomásia, a desconexão. Exceto nas redes sociais! Os murais e timelines não descansam, mesmo no verão.

 

 

Chegámos ao ponto em que, nas férias, é menos alarmante esquecer-se do fato de banho do que do telemóvel. Tal como alertado por Hootsuite, das 7593 milhões de pessoas em todo o mundo, 4021 milhões usam diariamente a Internet num total de seis horas por dia, das quais 68% fazem-no através do smartphone. Com estes números, não é de estranhar que estes dispositivos não só partilham com os utilizadores o seu momento mais esperado do ano, mas também os acompanhem antes e mesmo depois da escolha do destino, tornando-se numa ferramenta imprescindível em todo o processo de tomada de decisões.

Deste modo, apesar de nos últimos momentos do verão, seja para quem regressa, quem continua ou quem começa as suas férias, as redes sociais continuarão a sugerir experiências e a realizar recomendações próprias desta época do ano. É o que mostra a infografia da agência de publicidade MDG Advertising que revela que 30% dos turistas procedentes dos Estados Unidos utiliza as redes sociais para procurar inspiração nas suas próximas viagens; 74% dos viajantes usa estes canais enquanto está de férias; e 40% dos millenial ingleses decide o seu destino pensando no que vai ficar melhor no seu timeline.

Olhando para os dados mais recentes, poder-se-ia atribuir este fenómeno da transformação digital do setor turístico a um fator puramente geracional, mas, embora seja verdade que a também chamada geração Y (bem como as gerações posteriores) cresceu paralelamente ao auge da digitalização, o desenvolvimento tecnológico do turismo não escolhe idades. Tal como indicado no último relatório do gabinete de estatística comunitária, Eurostat, “as reservas em linha ocorreram de forma mais habitual entre os utilizadores dos 65 aos 74 anos de idade (49%) do que nos que se encontram na faixa de idade mais jovem, dos 16 aos 24 anos (40%)”.

 

 

E, apesar de alguns interpretarem esta realidade como a crescente necessidade de retratar e partilhar as experiências nas redes sociais, em vez de desfrutá-las (o que a colunista do The Guardian Rana Dasgupta definiu como “produzir o nosso próprio obituário”), a leitura mais positiva e realista é que nas redes sociais os negócios turísticos estão sempre em época alta. Por isso, se tem um estabelecimento de alojamento ou comercial, a pergunta que deveria fazer é: estou a saber aproveitar este cenário? Com INNOVATUR, pode ser aconselhado sobre este e outros âmbitos para tornar a sua empresa mais competitiva, bastando inscrever-se na assistência gratuita de especialistas que este projeto de renovação turística lhe oferece.

 

 

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