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As 3 diretrizes para impulsionar a transformação digital no seu negócio turístico

Já ninguém escapa à integração total da Internet e das Novas Tecnologias no dia-a-dia. Muito menos os turistas. Tal como advertia Darwin, ou te adaptas ou desapareces. Para evitá-lo, apresentamos-lhe três diretrizes simples a ter em conta na hora de potenciar a digitalização no seu negócio turístico

 

O Observatório eCommerce diz que mais de 95% dos turistas de hoje utiliza os recursos digitais no decorrer das suas viagens, tanto antes como durante, e mesmo depois. Não há dúvida que a digitalização na vida das pessoas já é uma realidade, cujos impactos já podem ser vistos e, mais importante, medidos. E, embora seja um cenário volátil em que é muito difícil traçar um mapa de tendências, dada a sua mudança incessante, é possível afirmar que a tendência sugere que a proposta de valor ao visitante é a aposta segura.

Solucionar as suas necessidades, conhecer as suas preferências, oferecer-lhes conforto, são ações que envolvem três fatores: as expectativas do viajante, o talento de quem o atende e a tecnologia que permite tirar partido dos dados que os utilizadores vão fornecendo. É neste conjunto que reside a transformação digital, o que significa que os recursos tecnológicos são apenas uma parte da equação, que não resultará numa verdadeira mudança e numa adaptação ao novo cenário digital se não forem interpretadas, geridas e aproveitadas as oportunidades resultantes desse conhecimento disponível.

E, chegado a este ponto, deve fazer-se a seguinte pergunta: por onde começo a digitalizar a minha empresa? Na INNOVATUR, oferecemos-lhe as três diretrizes a seguir, tanto para enveredar pelo caminho da transformação digital como para verificar se está no bom caminho.

 

 

  1. Coloque o cliente no centro das decisões.

O cliente já não escolhe apenas a solução para as suas necessidades, muitas vezes também contribui para ela. Os turistas são utilizadores ativos que passam por diferentes fases na sua experiência de viagem e o setor turístico tem a oportunidade de fornecer valor antes, durante e depois da sua visita através da digitalização. Com isto em mente, colocar o cliente no centro das decisões, a chamada estratégia consumer centricity, significa colocar uma única pergunta ao seu negócio ou estabelecimento hoteleiro: como tornar a experiência do turista a que me dirijo memorável? A solução para esta questão foi discutida no Congresso Talent For Tourism, realizado recentemente em Barcelona, onde foram esclarecidos alguns pontos-chave como:

  • Dar prioridade aos clientes rentáveis.
  • Tomar as decisões em função dos seus clientes.
  • Definir indicadores de medição adequados.
  • Distinguir os diferentes tipos de consumidores-alvo através da segmentação e personalizar o seu produto em função dos dados obtidos.
  • Prepare-se e prepare a sua equipa para entender a experiência do utilizador, gestão do talento ou desenvolvimento criativo como base de toda a aposta pela inovação não tecnológica.

Pode também inscrever-se em INNOVATUR para receber aconselhamento especializado de forma gratuita e personalizada. 

 

 

  1. Crie uma plataforma totalmente digital, seja no plano físico, online ou móvel.

A omnicanalidade é essencial. Existem viajantes que esperam ter mais conforto do que quando estão em casa, outros não necessitam experiências de luxo, mas nenhum deles espera que lhe falte o básico e a tecnologia já o é. Por isso, deve ter em conta que no seu hotel ou negócio não pode faltar:

  • A incorporação de Novas Tecnologias (ou não tão novas) in situ.
  • A presença online: não só no seu espaço web, mas também nas redes sociais para poder manter uma escuta ativa, interagir com o público-alvo e gerir a sua reputação.
  • A aposta em infraestruturas móveis: Se o turista é digital, a experiência deve ser digital, o que se traduz em oferecer satisfação também no uso do seu dispositivo móvel.

 

  1. Nada do que foi referido anteriormente funciona se não houver talento.

De pouco serve colocar todos os recursos necessários à disposição do cliente se este não puder contar com uma equipa de profissionais que o aconselhe pessoalmente para que a sua experiência seja única. As máquinas não substituem as pessoas e, embora a tecnologia ajude, apenas os funcionários podem conseguir que o cliente se sinta apreciado, o que é a essência de uma visita memorável. Por isso, o que realmente faz a diferença é o talento das organizações.

O que significa isto?

Significa que, quando são incorporadas diferentes perspetivas no negócio para melhorar os processos da organização, são criadas ideias para enfrentar os desafios. A criatividade exige inovação. A primeira consiste em criar algo inovador e a segunda em integrar essa nova ideia na empresa para criar produtos e serviços que forneçam valor aos clientes. Assim, embora a tecnologia torne possível a digitalização do seu estabelecimento comercial ou hoteleiro, é o talento das pessoas que fazem parte dele que alcançam a transformação digital.

O que é necessário fazer para desenvolver a criatividade?

  • Saber atrair o talento.
  • Mantê-lo.
  • Desenvolvê-lo.
  • Recompensá-lo.

 

O seu negócio tem uma visão empolgante à sua frente. Agora, chegou a hora de definir o roteiro e ocupar-se, não pre-ocupar-se, para alcançar a transformação digital na sua empresa comercial ou de alojamento.

 

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